domingo, 5 de junho de 2016

"MÃE BRASILEIRA."



Você certamente já conheceu ou conhece uma pessoa com fibra, é claro!
Agora, apresento-lhe uma MULHER BIFIBRA, ou seja, fibra em dose dupla.
Venham comigo conhecer essa MULHER MARAVILHOSA.
Declarada a guerra contra o ditador do Paraguai, D.Rosa Paulina da Fonseca viu seis dos seus filhos marcharem para os campos de batalha. Não obstante isso permitia que o mais moço deles, Afonso, seguisse para compartilhar da sorte de seus irmãos.
Logo no início da luta, chegou a notícia da morte de dois deles, o capitão Hipólito e o alferes Afonso, tombados heroicamente nos combates de Curuzu e Curupaiti. Embora com o coração lacerado de dor, D. Rosa recebeu a notícia com grande serenidade. Apenas perguntou se a morte dos filhos havia sido gloriosa e se tudo tinham feito para defender a Pátria. Contudo, não pode deixar de derramar lágrimas, quando, depois, abraçou sua nora, esposa do capitão Hipólito.
Dias após, novo golpe sofria o coração de D. Rosa da Fonseca. Na batalha de Itororó, perdeu ela mais um filho, o terceiro, o major Eduardo Emiliano da Fonseca, ficando feridos outros dois, Hermes e Deodoro. Como das outras vezes, a casa de Rosa da Fonseca foi iluminada e enfeitada de flores. Bandeiras foram colocadas nas janelas. Apesar da perda sofrida, ela desejava também comemorar a vitória das armas brasileiras.
Nessa casa residiam, com D. Rosa, uma filha solteira e três noras. Os soluços e os gemidos da irmã, - Narra Pereira Lessa, - que chorava a sorte de Eduardo e a sorte, ainda desconhecida, de Hermes e Deodoro, e os das esposas destes, uma já viúva, e as outras receando que naquele momento já o fossem, eram de enternecer o mais duro coração. Sòmente D. Rosa, com estoica resignação, andava no meio delas, consolando-as e, por sua vez em seu quarto, a chorar de joelhos, orando, tendo diante dos olhos os retratos de seus filhos, aos quais beijava, limpando as lágrimas, para, de novo, volver a confortar as filhas.
À noite, anunciavam a visita de um oficial que, em nome do Imperador, ia apresentar pêsames àquela senhora, que vira partir para a guerra sete de seus filhos varões. Recebendo, calma e impassível, o enviado do Governo, e ao demonstrar este sua admiração por encontrar a casa toda embandeirada e iluminada, respondeu D. Rosa que a vitória que a Pátria alcançara valia muito mais que a vida de seus filhos. O oficial curvou-se ante aquele caráter forte e diamantino e, visivelmente comovido, beijou a mão daquela excelsa senhora que lhe parecia a encarnação da própria Pátria.
Conta Mario Sette que, no dia em que chegou a notícia da vitória do Itororó e de que um filho de D. Rosa morrera e outros dois tinham sido feridos, um amigo da família foi dar-lhe pêsames. E ela recebendo-o, disse-lhe firme e serena:
HOJE É DIA DE GLÓRIA PARA A NOSSA PÁTRIA. NÃO RECEBO PÊSAMES, MEU AMIGO. AMANHÃ, SIM, CHORAREI OS MEUS FILHOS.
Além de bifibra, deixou os caras de queixo caído, é mole?
MULHER SEXO FRÁGIL? SERÁ?
Abraços do
Catarina Paranaense.

Nenhum comentário:

Postar um comentário